Imagem feita por IA inspirada na obra Encontros Naturais de René Magritte
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Depois do Perfeito, “confusão” de boy virou um grande não!

Quem me acompanha mais de perto sabe que hoje estou casada. Mas, quando comecei com a palavra dos Perfeitos (os melhores sugadores do mercado), vivia lindamente a solteirice. Embora meus desafios hoje sejam bem diferentes, lembro de um específico, da época em que eu estava solteira, e que o Perfeito me ajudou a superar.

Como dizem, a pista é salgada para as mulheres - e não que não seja para as casadas. Afinal, estamos falando de uma cultura permeada por homens disfuncionais. Quando solteira, com frequência, encontrava um tipo de homem bem comum: o evitativo. Aquele que ficava de papinho, mas nunca marcava.

Tinha até aquele que ficava dando mole, rolava um approach eventual quando se esbarrava (afinal, quem não gosta de um chamego). Só que depois mantia apenas migalhas, para te manter à disposição, alimentando algo que nem deveria ser alimentado.

Eu super sou do time do sexo sem compromisso, é só os acordos ficarem claros. Não haver manipulação. Não usar o outro para alimentar seu eguinho de merds. Porém, qual homem que você conhece tem essa capacidade de transmitir com clareza as próprias intenções?

Digo sem pretensão: eu sabia deixar claro o que eu queria. Tinha quem se assustava, tinha quem ficava de boa, tinha os que tinham medo de mim. O ser homi é muito ridículo. Chego a lembrar, com pena, de umas caras paralisadas com a força da minha presença.

Lembro de uns dois que passaram mais de um mês me enrolando. Falavam comigo todos os dias e, na hora do vamos ver, nada. Absolutamente nada. Não é horrível que um monte de homem use seu precioso tempo só para alimentar qualquer sentimento de vazio e insegurança que tenha, sem nunca ter a intenção de te dar nada?

Pode parecer besta que um sugador tenha me ajudado a sair dessas ciladas. Mas, a grande questão é: nós, mulheres, nos prendemos a migalhas porque não fomos ensinadas a construir nossa autonomia. De forma inconsciente, pensamos que ser escolhidas, mesmo que, no começo, só para o sexo, é sinal de valor. E ficamos na expectativa de que essa escolha vire “algo a mais”. Se o mundo vive nos colocando no lugar de objeto, como perceber o nosso valor sem a escolha do outro? Esse é o dilema a ser superado.

Os manipuladores entendem dessa dinâmica e podem te colocar na rede sórdida das suas próprias inseguranças. Porque, para eles, é ao contrário: quando se mantêm desejados pelo maior número possível de mulheres, sentem mais valor pessoal. Então, te alimentar com migalhas é um trabalho de alimentar o próprio ego e nunca sair desse ciclo.

No fim, ninguém transa (ou quase ninguém). E os Perfeitos nos libertam justamente por isso. Porque, se nossa expectativa é só ter um momento de prazer, fica mais fácil não estarmos enfiadas em teias de confusão. Uma coisa que eu me tornei relativamente boa, depois dos Perfeitos, foi mandar boy uó confuso pastar. Verdade seja dita: poucos são os capazes, diante de tanto problema de cabecinha, de nos dar uma coisa mínima sequer como os Perfeitos podem te dar.

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