Eu uso sugadores de clitóris há oito anos e não sou viciada. Não sei se você entendeu a referência, mas, brincadeiras à parte, esse dispositivo já faz parte da minha rotina há bastante tempo. Desde que descobri essa tecnologia e abri minha empresa, há uns quatro anos, viver perto de um Perfeito se tornou parte do meu dia a dia.
Ontem mesmo eu usei o Perfeito Pro, mais ou menos na sétima velocidade, e, para mim, já foi mais do que suficiente. Às vezes, eu chego até a última, a décima segunda, e acabo demorando mais para chegar ao orgasmo. Recebo frequentemente a pergunta se os sugadores dessensibilizam e também se viciam. A resposta não é tão simples nem tão direta. Poderia simplesmente dizer que não. Mas não há evidências científicas para atestar isso.
O que a literatura demonstra é que os estímulos mecânicos na região da vulva trazem inúmeros benefícios para a saúde íntima e são bastante seguros. Pelo que pesquisei, ainda não há estudos que falem especificamente dos dispositivos de pulsação de ar, os sugadores. Também não há evidências de que esses gadgets viciem. Porém, isso não descarta a possibilidade de que nós, como humanos, fiquemos habituados, dependentes desse tipo de estímulo.
O que escuto por aqui mostra que, sim, algumas pessoas percebem uma mudança. No início, as primeiras velocidades costumavam ser suficientes para chegar ao orgasmo. Depois, muitas relatam que passam a aumentar a intensidade e que, às vezes, o orgasmo demora um pouco mais do que quando ainda era novidade. Algumas também tinham tanta sensibilidade que nem conseguiam chegar lá, e essa “dessensibilização” é positiva.
A sensibilidade do nosso clitóris também está ligada a outros fatores. Ao momento do ciclo menstrual, para quem ainda não chegou à menopausa. Às emoções. A como o corpo está, mais descansado ou mais ansioso, em alerta. Então, não é uma questão puramente física ou mecânica, como se tudo dependesse só do dispositivo. Há uma série de fatores que transformam a nossa experiência em cada momento.
E, por mais que o uso frequente possa criar o hábito ou até a dependência, isso não parte, pelo que percebo, de algo físico, e sim de algo emocional. Por isso, é interessante explorarmos diferentes estímulos. Percebo que muitas mulheres, como experimentaram primeiro o Perfeito, sem Defeitos e se apaixonaram por ele, até sentem dificuldade de usar outro Perfeito. E não só é importante variar os estímulos, como, por vezes, não usar nada.
Toda tecnologia facilita a vida. Mas existe um limite saudável, como em tudo. Se você usa os Perfeitos todos os dias e sente que não atrapalha sua rotina, ótimo. Eu tento seguir essa rotina diária, mas nem sempre consigo. Agora me divido entre o Core e o Pro. Se você usa várias vezes ao dia e sente que isso está te atrapalhando, existe aí um alerta. Se você sente que está precisando cada vez de estímulos mais fortes, vale dar uma pausa. Passar umas semanas sem usar pode ajudar.
Apesar dos medos e de esse cuidado ser necessário, os Perfeitos promovem muito mais bem-estar no nosso dia a dia. Como ferramenta, eles facilitam o acesso ao prazer de forma autônoma. E isso promove mudanças profundas na nossa vida.
Nos últimos dias, por exemplo, recebi o lindo depoimento de uma mulher que teve coragem de se separar depois de comprar os Perfeitos. Também recebo histórias de quem estava só, se sentia insegura e, depois de construir sua autonomia no prazer, se sentiu mais livre para viver um relacionamento novamente. Sou suspeita para falar, mas ter os Perfeitos por perto - acho que vale ter todos - torna a nossa vida muito mais leve.


















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1 Comente
Construí a minha autonomia sexual com o perfeito e a dependência de homem reduziu muito.
Hoje me acho uma gostosa q jorra de prazer
E se o Brasil se tornar referência no combate à misoginia?
Quem está tornando os adolescentes misóginos? As redes sociais ou os pais?